Super Tweeter EAP T400 100 rms Poliimida Estranho Áudio Parts

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Será que ele é uma revolução no mercado de som automotivo? Ou é só uma adaptação de driver com uma corneta pequena?

Vou passar algumas informações mostrando alguns dos seus diferenciais para te ajudar a entender se ele serve para o seu projeto!

A principal vantagem do T400 em relação aos modelos de super tweeters tradicionais no mercado é a sua resposta de frequência, que se inicia em 1000 Hz, ganhando com muita vantagem desses modelos até em torno de 4000 Hz.

Essa região é muito importante para um sistema de som automotivo externo, devido a alguns fatores.

Primeiro, ele atua em uma região muito importante para o ouvido humano. Evolutivamente, nós temos uma maior sensibilidade na região da fala, a partir de 200 Hz, mas temos um pico em torno de 2 kHz a 4 kHz. Ter essa sensibilidade foi importante para a sobrevivência, proteção e reprodução da nossa espécie:

Ela é capaz de identificar o choro de bebês ou gritos de dor em emergências, sendo essas frequências que compõem o timbre da voz. Essa característica permitiu, durante a caça para alimentação, que os humanos distinguissem os sons de comunicação entre si dos sons emitidos por outros animais.

Isso traz, até hoje, maior clareza na fala, principalmente na pronúncia de consoantes.

Além disso, o cérebro é moldado para notar e priorizar essas frequências, devido à sua importância, e você acaba prestando menos atenção a outras frequências, mesmo que elas estejam mais altas. Por isso, com o tempo, essas frequências são exploradas em alarmes, sirenes e muitas outras coisas do nosso dia a dia.

Trazendo isso para as músicas, você acaba tendo grande parte do timbre de vozes e instrumentos musicais.

Ou seja, você vai ter maior sensação de volume e clareza numa região muito importante, o que é útil principalmente em sistemas externos, onde há ruídos como vento, barulho de rua e, principalmente, em shows e eventos onde as próprias pessoas conversando podem sobrepor o som do PA ou do sistema automotivo.

Você já deu uma olhada nos sistemas de som automotivo de racha ou nos sistemas PA de grande porte usados em shows para multidões? Os super tweeters tradicionais estão perdendo espaço. Por quê? Porque os drivers de titânio estão dominando, oferecendo maior potência e eficiência com menos alto-falantes, o que melhora a relação custo-benefício. Em rachas ou eventos grandes, você precisa de som que corte o barulho do ambiente, e os drivers de titânio entregam isso com menos unidades, reduzindo custo e complexidade.

O P400 revolucionou os drivers de titânio, pois agregou resistência mecânica e elétrica com o seu reparo e agora trouxe essa vantagem para o T400 também.

Se você tem um sistema 4 vias, vai ser ótimo se você usa um driver fenólico de 4 polegadas. Você faz a transição em torno de 3500 Hz e aproveita esse desempenho. Se você tem um sistema trio goiano, é ainda melhor, porque os médios de 6 e, principalmente, 6×9, têm um conjunto móvel mais pesado, trabalhando com menor eficiência nessa faixa. Então, você pode descer ainda mais o corte (2000 Hz) e aproveitar todo o range do T400.

Quando você faz isso, diminui o LPF dos médios, aumenta o intervalo de certas frequências reproduzidas neles, o que vai melhorar um pouco o resfriamento na bobina e ter um menor risco de queima também.

Porém, essas características não são as mesmas de um driver de titânio? Então, ele é só uma adaptação?

Olha, isso facilitaria muito o mercado de som automotivo, mas não é tão simples.

Além do reparo ser um diferencial do EAP, quando você coloca uma corneta muito pequena em um driver, você tem problemas de distorção e resposta, porque a pressão de dentro do driver não é liberada de maneira tão suave no ambiente. Por isso, sempre foi utilizado com cornetas médias e grandes.

O T400 tem um novo projeto na tampa e plugue de fase que visa ajustar esses problemas, além da parte exponencial da corneta ser melhor elaborada, tanto na parte inicial, onde não tem a rosca tradicional que atrapalha e que elimina quase 1/3 da parte de trabalho exponencial da mini corneta.

O resultado é: uma resposta linear de 1000 a 20.000 Hz com baixa distorção, ótima aplicação de potência e risco de queima menor com o reparo de poliimida.

Os caras da engenharia, quando testaram e conseguiram essa resposta, provavelmente soltaram um rojão.

Na parte final da corneta, ela também trabalha melhor a dispersão para os lados, o que é ótimo se o reprodutor não está alinhado ou se não está em linha reta com o ouvinte. Isso é bom para os sistemas 4 vias, mas excelente para os trios goianos. Por quê? Porque são instalados nas portas e, geralmente, elas não abrem completamente, e você, independente da posição, já ouve os super tweeters a partir da dispersão lateral ou das reflexões dele no ambiente.

Ou seja, para o trio goiano, em questões sonoras de alto desempenho, ele é uma revolução na questão sonora.

Porém, o que pode dificultar a entrada no trio goiano é que ele é um mercado com características únicas no Brasil. Em relação aos super tweeters, os modelos mais utilizados são os de poli, e, com base nos testes do T400, os concorrentes diretos utilizados foram os modelos de alumínio, que são super tweeters um pouco diferentes e que atuam em outra faixa do mercado, não tão presentes em sistemas de trio goiano.

Um mercado que pode ser a porta de entrada mais forte é o trio tocantinense, que possui algumas diferenças do trio goiano e onde o pessoal já utiliza os modelos de alumínio e até os próprios P400 da EAP!

Nos sistemas 4 vias, é ótimo com driver fenólico profissional. Para você que tem uma caixa de som pronta e quer mais desempenho no som externo, basta substituir o super tweeter tradicional.

Comparando o P400 ou um driver de titânio tradicional, é uma disputa em que você tem que ter mais consciência do que quer, pois eles ocupam mais espaço, mas descem mais e você tem maior controle das frequências, porque temos a opção de escolher qual corneta ou guia de onda usar.

Se comparar o T400 com um driver de titânio ou o próprio EAP, o driver de titânio mais liberdade de personalização do projeto, com as opções de cornetas e guias de onda. O T400, por outro lado, ocupa menos espaço e alcança frequências mais altas.

Se for utilizá-lo a partir de 4000 a 5000 Hz, aí vai do seu gosto pelo timbre em relação aos super tweeters de alta potência, mas, independente dos testes em RTA, ele tem uma grande desvantagem, que é o preço. Ele fica na faixa de 320 a 350 reais, contra 200 a 260 reais dos concorrentes.

Então, se você tem um ambiente mais controlado, com menor ruído ou sistemas de menor potência, o custo-benefício do T400 é menor.